Arritmia cardíaca: sintomas, causas

e possibilidades de tratamento

28/07/2026

por Drª Gabriela Marsiaj Rassi

Receber o diagnóstico de uma arritmia cardíaca costuma gerar muitas dúvidas. Afinal, toda arritmia representa um risco? Existe tratamento? É possível continuar levando uma vida normal?

A resposta depende do tipo de arritmia e das características de cada paciente. Existem alterações do ritmo cardíaco que são benignas e apenas precisam de acompanhamento, enquanto outras merecem investigação e tratamento especializado.

Por isso, compreender o que é uma arritmia e saber quando procurar avaliação médica é um passo importante para cuidar da saúde do coração com tranquilidade e segurança.

O que é uma arritmia cardíaca?

O coração possui um sistema elétrico responsável por coordenar cada batimento. Quando esse sistema sofre alguma alteração, os batimentos podem acontecer de forma mais rápida, mais lenta ou irregular.

Essas alterações recebem o nome de arritmias cardíacas.

Nem toda arritmia provoca sintomas e nem toda arritmia representa uma condição grave. Em muitos casos, elas são identificadas apenas durante exames de rotina.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas podem variar dependendo de cada indivíduo e também variam conforme o tipo de arritmia.

  • Palpitações (coração acelerado, "batedeira" ou sensação de batimentos irregulares);

  • Tontura ou sensação de fraqueza;

  • Falta de ar ou cansaço desproporcional.

Sinais de alerta que exigem atenção imediata:

  • Desmaios (síncope) ou sensação de quase desmaio;

  • Dor ou aperto no peito.

É importante destacar que algumas arritmias são totalmente silenciosas e a pessoa pode conviver com elas por anos sem sentir nada. Por isso, a investigação e a avaliação médica são sempre individualizadas.

O que pode causar ou desencadear uma arritmia?

A maior parte das arritmias surge por alterações no próprio coração ou por fatores do organismo e do estilo de vida. As causas mais frequentes incluem:

Condições do próprio coração

  • Infarto prévio ou doença arterial coronariana;

  • Alterações no músculo ou nas válvulas cardíacas;

  • Recuperação pós-cirurgia cardíaca;

  • Condições genéticas e congênitas (como a Síndrome do QT Longo).

Fatores clínicos e metabólicos

  • Pressão alta, diabetes ou disfunções na tireoide;

  • Desequilíbrio de eletrólitos (como potássio e magnésio);

  • Apneia do sono;

  • Febre, infecções, processos inflamatórios ou desidratação.

Estilo de vida, medicamentos e substâncias

  • Estresse emocional, ansiedade e noites mal dormidas;

  • Excesso de cafeína, álcool, tabaco ou drogas ilícitas;

  • Efeitos colaterais de certos medicamentos (como descongestionantes, antialérgicos ou drogas de uso contínuo/UTI).

Toda arritmia é perigosa?

Não.

Essa é uma das dúvidas mais comuns durante a consulta.

Existem arritmias benignas, que exigem apenas acompanhamento clínico, e outras que podem aumentar o risco de complicações se não forem corretamente avaliadas.

O mais importante não é apenas identificar a presença de uma arritmia, mas compreender:

  • Qual é o tipo da arritmia;

  • Por que ela está acontecendo;

  • Se existe risco associado;

  • Qual é a melhor conduta para aquele paciente.

Cada situação precisa ser analisada de forma individual.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação começa durante a consulta, com uma conversa detalhada sobre os sintomas, histórico de saúde e antecedentes familiares.

Dependendo do caso, podem ser indicados alguns exames como:

  • Eletrocardiograma (ECG);

  • Holter 24 horas;

  • Monitorização prolongada do ritmo cardíaco;

  • Ecocardiograma;

  • Teste ergométrico;

  • Ressonância cardíaca;

  • Estudo eletrofisiológico.

Cada exame possui um objetivo específico e é solicitado conforme a necessidade de cada paciente.

Quais são as possibilidades de tratamento?

O tratamento depende diretamente do tipo de arritmia identificada, dos sintomas associados e da condição clínica de cada paciente. As opções podem incluir:

  • Acompanhamento periódico;

  • Mudanças nos hábitos de vida;

  • Medicamentos;

  • Tratamento das doenças associadas;

  • Ablação por cateter;

  • Implante de dispositivos cardíacos (marcapasso, cardiodesfibrilador implantável, ressincronizador).

Seja qual for a conduta indicada, o acompanhamento médico regular é fundamental para garantir a segurança do tratamento, prevenir complicações e devolver a sua qualidade de vida.

Quando procurar um especialista em arritmias?

É recomendado procurar avaliação especializada quando houver:

  • Palpitações frequentes;

  • Episódios de desmaio ou quase desmaio;

  • Diagnóstico prévio de arritmia;

  • Alterações identificadas em exames;

  • Histórico familiar de arritmias ou morte súbita;

  • Sintomas que causam insegurança ou impactam a qualidade de vida.

Uma investigação adequada permite compreender a causa dos sintomas e definir o tratamento mais indicado para cada situação.

Por isso, diante de sintomas ou dúvidas, buscar uma avaliação especializada é sempre o caminho mais seguro.

Se você recebeu um diagnóstico de arritmia, apresenta palpitações frequentes ou deseja esclarecer alterações identificadas em exames, agende uma consulta.

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Uma avaliação cuidadosa permite compreender o seu caso de forma individualizada e definir, com segurança, a melhor conduta para o cuidado com o seu coração.

Uma consulta cuidadosa pode ajudar a esclarecer dúvidas, identificar a causa dos sintomas e definir, de forma individualizada, o melhor caminho para o seu cuidado.

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